Vacinação

14/04/2026 04:15h

Apesar das mudanças genéticas, especialistas afirmam que não há indícios de aumento na gravidade da doença

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A variante BA.3.2 do coronavírus — também chamada de “Cicada” — já foi identificada em pelo menos 23 países. O principal diferencial dessa linhagem é a maior capacidade de escapar dos anticorpos, em comparação com variantes predominantes atualmente e que são alvo das vacinas, como a JN.1 e a LP.8.1. Os dados são do recente relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), principal agência federal de saúde pública dos Estados Unidos.

Desde o início da pandemia de Covid-19, novas variantes do SARS-CoV-2 surgem regularmente devido a mutações na chamada proteína spike, estrutura usada pelo vírus para entrar nas células humanas. Quando essas mutações ocorrem, o vírus pode se tornar mais transmissível ou reduzir a eficácia dos anticorpos gerados por vacinas ou infecções anteriores. Por isso, as vacinas precisam ser atualizadas periodicamente para acompanhar as variantes mais recentes em circulação.

Segundo o relatório, a BA.3.2 descende da linhagem BA.3, que circulou brevemente junto com variantes como BA.1 e BA.2 entre o final de 2021 e 2022. Essa nova linhagem apresenta aproximadamente 70 a 75 mutações na proteína spike, o que explica sua maior capacidade de escapar da resposta imunológica.

Especialistas dizem que não há motivo para alarme

Apesar da maior capacidade de escape imunológico, a Rede Global de Vírus (GVN, na sigla em inglês) afirma que não há evidências, até o momento, de que a BA.3.2 cause doença mais grave e que os dados disponíveis não justificam estado de alerta ou maior preocupação.

Em nota, a entidade explica que, embora o escape imunológico possa aumentar a probabilidade de infecção ou reinfecção, isso não significa redução da proteção contra casos graves

Segundo a GVN, as mudanças observadas são compatíveis com a evolução natural esperada do coronavírus e de outros vírus respiratórios. Em vez de indicar uma nova ameaça imediata, a BA.3.2 reforça a importância da vigilância constante.

Detecções globais

A variante BA.3.2 foi identificada pela primeira vez em 22 de novembro de 2024, na África do Sul, em uma amostra coletada por swab nasal de um menino de 5 anos.

O segundo registro ocorreu em 17 de março de 2025, em Moçambique, seguido por detecções em:

  • Países Baixos, em 12 de abril
  • Alemanha, em 29 de abril

Após esses primeiros registros, outros casos foram poucos frequentes até setembro de 2025, quando começaram a aumentar. O maior número de detecções ocorreu na primeira semana de dezembro de 2025.

Até 11 de fevereiro de 2026, a variante havia sido identificada em 23 países, incluindo casos nos Estados Unidos em viajantes vindos do Japão, Quênia, Países Baixos e Reino Unido.

Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a variante chegou a representar cerca de 30% das sequências analisadas em três países europeus: Dinamarca, Alemanha e Países Baixos. Mesmo assim, a incidência geral de Covid-19 nesses locais não foi maior do que em anos anteriores.

Até o momento, o Brasil não registrou casos da linhagem BA.3.2.

Vacinas podem ser atualizadas em 2026

A próxima reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a composição das vacinas contra Covid-19 está programada para maio de 2026. O encontro será conduzido por grupo técnico responsável por avaliar se a fórmula das vacinas precisa ser atualizada.

Durante a reunião, serão analisados:

  • os dados epidemiológicos mais recentes
  • a duração da proteção oferecida pelas vacinas
  • o tempo necessário para atualizar novas versões das vacinas

Durante a reunião, também serão apresentados resultados de testes com diferentes variantes do vírus, com o objetivo de avaliar quais vacinas oferecem melhor proteção e se novas linhagens, como a BA.3.2, conseguem escapar dos anticorpos.

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11/04/2026 04:00h

Levantamento da Fiocruz aponta queda nos casos de SRAG por influenza A nas regiões Norte e Nordeste, mas reforça importância da vacinação

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A em grande parte da Região Centro-Sul do país.

Segundo o levantamento, o crescimento foi observado em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Nordeste, o avanço da doença também foi identificado em estados como Paraíba, Alagoas e Sergipe.

Por outro lado, algumas localidades já apresentam sinais de estabilização ou queda nos casos de influenza A. Esse cenário foi observado em estados do Norte Amapá, Pará e Rondônia —, além de estados do Nordeste, como Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco, e também no Rio de Janeiro.

“Supergripe” é mais transmissível, mas não mais grave

Apesar do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), chamada de “supergripe”, estar em circulação no país e ser mais transmissível, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, afirma que a cepa não causa mais óbitos ou casos graves em relação aos outros vírus da gripe.

“O vírus da Influenza A do subclado K, que está circulando agora no Brasil, já circulou no Hemisfério Norte. O que sabemos desse vírus é que é mais transmissível, então causa mais casos de gripe, mas não é mais virulento. Ele não causa mais casos graves ou óbitos em relação aos outros vírus da influenza. O vírus da influenza está sempre sofrendo mutações, por isso que a vacina contra o vírus é atualizada todo ano para proteger contra as subvariantes que mais circulam nos hemisférios Norte e Sul”, destaca Tatiana Portella.

O vírus da influenza está sempre sofrendo mutações, por isso a vacina contra o vírus é atualizada todo ano. A atual vacina da influenza aqui do Brasil é a mais atualizada e protege contra o subclado K.

A pesquisadora da Fiocruz garante que a principal forma de prevenção é a vacinação e que o atual imunizante aplicado no Brasil protege contra a “supergripe”.

Outros vírus respiratórios também preocupam

Além da influenza, o boletim destaca o aumento de casos de SRAG causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças de até dois anos.

O crescimento foi registrado em diversos estados do Nordeste — Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia —, além de estados do Centro-Oeste — Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal — e do Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Em algumas localidades do Norte — Acre, Roraima e Amazonas — já há indicação de queda nos casos associados ao VSR.

Já os casos graves provocados por rinovírus apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país, mas ainda seguem em alta nos estados do Pará, Maranhão, Mato Grosso e Alagoas.

Por outro lado, os casos graves por Covid-19 continuam em níveis baixos em todo o território nacional.

Estados e capitais em alerta

O boletim indica que 13 das 27 unidades federativas apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo. Entre elas estão:

  • Norte: Acre, Pará e Tocantins
  • Nordeste: Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia
  • Centro-Oeste: Mato Grosso e Goiás
  • Sudeste: Minas Gerais e Espírito Santo

Entre as capitais, 11 apresentam níveis elevados de atividade de SRAG, também com tendência de crescimento: Palmas (TO), Cuiabá (MT), São Luís (MA), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE), Aracaju (SE), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ).

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 30,7% de influenza A
  • 2,0% de influenza B
  • 19,9% de VSR
  • 40,8% de rinovírus
  • 6,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 40,5% de influenza A
  • 3,2% de influenza B
  • 5,5% de VSR
  • 27,3% de rinovírus
  • 25,0% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 4 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 13. Confira outros detalhes no link.

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03/04/2026 04:15h

Boletim da Fiocruz aponta aumento de SRAG em grande parte dos estados e reforça importância da vacinação

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Os casos de influenza A continuam em crescimento em todo o país. Esse é destaque do mais recente Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (1º). 

Segundo a análise, a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.

Grande parte dos casos registrados está associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus — agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.

Diante desse cenário, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que a principal forma de prevenção é a vacinação.

“Por isso, é fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza. Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o VSR, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, afirma em nota.

Campanha de vacinação contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe já começou nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. Coordenada pelo Ministério da Saúde, a ação segue até 30 de maio

A vacina disponibilizada pelo SUS protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.  

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A campanha também contempla outros grupos considerados de maior risco, como:

  • puérperas (até 45 dias após o parto), 
  • trabalhadores da saúde e da educação, 
  • povos indígenas, 
  • quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
  • caminhoneiros, 
  • trabalhadores do transporte coletivo;
  • trabalhadores portuários e dos correios; 
  • profissionais das forças de segurança e das forças armadas;
  • população privada de liberdade; e
  • jovens em medidas socioeducativas. 

Situação nos estados

Segundo o levantamento, houve sinais de queda nos casos de influenza A no Pará, Ceará e Pernambuco. No entanto, os casos continuam em crescimento na maior parte do Nordeste — incluindo Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia — e em todos os estados do Sudeste. Também há aumento em parte do Norte (Amapá e Rondônia), do Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e no Paraná.

Os casos de SRAG causados por VSR seguem em alta em diversos estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), Nordeste (Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) e Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal). No Sudeste, há sinais iniciais de crescimento em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Já os casos de rinovírus continuam aumentando em estados do Norte (Amapá, Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), Nordeste (Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia) e Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo). Por outro lado, há indícios de interrupção do crescimento em estados do Centro-Oeste e Sul, além de Maranhão, Ceará, Pernambuco, Sergipe e São Paulo.

Tatiana Portella reforça que pessoas que vivem em estados com alta incidência de SRAG devem utilizar máscaras em locais fechados e com maior aglomeração, especialmente aquelas que fazem parte de grupos de risco. “Além disso, é importante manter a higiene, como lavar sempre as mãos. Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento”, recomenda.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 27,4% de influenza A
  • 1,5% de influenza B
  • 17,7% de VSR
  • 45,3% de rinovírus
  • 7,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 36,9% de influenza A
  • 2,5% de influenza B
  • 5,9% de VSR
  • 30% de rinovírus
  • 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 28 de março, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 12. Confira outros detalhes no link.

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28/03/2026 04:00h

Campanha de vacinação contra gripe começa neste sábado (28)

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A continuam aumentando nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) no mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Entre os estados onde foi observado aumento de casos estão Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Amapá, Rondônia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, além de Mato Grosso, no Centro-Oeste.

Já nos estados do Pará, Ceará e Pernambuco, foram observados indícios de interrupção no crescimento dos casos de SRAG associados à influenza A.

A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça a importância da vacinação contra o vírus, principalmente entre os grupos prioritários, como idosos, pessoas imunocomprometidas e crianças.

Além disso, para moradores de regiões com alta incidência de SRAG, a recomendação é usar uma máscara de boa qualidade em ambientes fechados e com aglomeração, principalmente em caso de sintomas gripais.

Campanha de vacinação contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O Dia D de mobilização ocorre na mesma data, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. 

A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.  

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A campanha também contempla outros grupos considerados de maior risco, como:

  • puérperas (até 45 dias após o parto), 
  • trabalhadores da saúde e da educação, 
  • povos indígenas, 
  • quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
  • caminhoneiros, 
  • trabalhadores do transporte coletivo;
  • trabalhadores portuários e dos correios; 
  • profissionais das forças de segurança e das forças armadas;
  • população privada de liberdade; e
  • jovens em medidas socioeducativas. 

Casos de SRAG seguem em alta no país

O Boletim InfoGripe também mostra que os casos de SRAG continuam aumentando em todo o país. O cenário tem sido provado pelo aumento das hospitalizações por influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Entre as unidades da federação, 22 estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas: Rio de Janeiro, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Sergipe, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo

O boletim aponta ainda que o rinovírus tem impulsionado o aumento de casos de SRAG em grande parte desses estados, especialmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

Entre as capitais, 22 cidades apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 27,8% de influenza A
  • 1,4% de influenza B
  • 14,6% de VSR
  • 45% de rinovírus
  • 9,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 35,9% de influenza A
  • 2,9% de influenza B
  • 5,8% de VSR
  • 27,2% de rinovírus
  • 29,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 21 de março, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 11. Confira outros detalhes no link.

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21/03/2026 04:00h

Estudo mostra que o vírus costuma ter maior atividade no outono e inverno, mas dados da Semana Epidemiológica 10 indicam aumento fora do período esperado; vacinação é a principal forma de proteção

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (20), alerta para o aumento da circulação da influenza A. Segundo o levantamento, o país registra um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocasionadas pelo vírus para esta época do ano. 

Especialistas demonstram preocupação com a antecipação da curva de casos da influenza A. O vírus costuma apresentar maior atividade durante o outono e o inverno, mas os registros apontam crescimento fora do período esperado. O outono teve início em 20 de março, enquanto os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 10, entre 8 e 14 de março, anterior ao começo da estação.

A análise destaca que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos é a vacinação. A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que “já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”.

O Ministério da Saúde anunciou três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura e na redução das doenças imunopreveníveis. A campanha contra a influenza será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste entre 28 de março e 30 de maio. O Dia D de mobilização está marcado para o dia 28, data de abertura da ação.

Regiões em alerta

UFs

Vinte unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: 

  • Alagoas;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Acre;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Distrito Federal;
  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Maranhão;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais;
  • Pará;
  • Paraíba;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Norte;
  • Rondônia;
  • Roraima; e
  • Sergipe.

Capitais

Entre as capitais, 18 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

  • Aracaju (SE);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Boa Vista (RR);
  • Campo Grande (MS);
  • Cuiabá (MT);
  • Fortaleza (CE);
  • Goiânia (GO);
  • João Pessoa (PB);
  • Macapá (AP);
  • Maceió (AL);
  • Manaus (AM);
  • Natal (RN);
  • Porto Velho (RO);
  • Recife (PE);
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Salvador (BA); e
  • São Luís (MA).

Prevalência dos vírus

Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 20,3 mil casos de SRAG, sendo 37% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 13,4%
Influenza A 21,8%
Rinovírus 41,9%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 14,7%
Influenza B 1,5%

Incidência e mortalidade

Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.

Vírus Prevalência (%)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 4,5%
Influenza A 28,6%
Rinovírus 21,8%
Sars-CoV-2 (Covid-19) 37,3%
Influenza B 2,5%

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17/03/2026 04:35h

Estudo aponta que 25 estados e o Distrito Federal registram aumento nas notificações; cenário está associado, principalmente, à alta de internações por rinovírus

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O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (13), aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 25 estados e no Distrito Federal (DF). Apenas Tocantins não registra aumento nas notificações. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 9, entre 1 e 7 de março.

Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está associado ao aumento do número de hospitalizações por:

  • rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos;
  • vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças menores de 2 anos; e 
  • influenza A na população de jovens, adultos e idosos.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que “o aumento do VSR já era esperado nesta época do ano. No entanto, o crescimento da influenza A está ocorrendo de forma bastante antecipada em muitos estados, já que o esperado seria verificar um aumento mais expressivo do vírus na maioria dos estados por volta de abril”.

O estudo enfatiza que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados por esses vírus é a vacinação. Segundo Portella, “já está disponível no SUS a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana, que protege o recém-nascido contra o vírus”.

Regiões em alerta

UFs

Doze unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: 

  • Acre;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Ceará;
  • Distrito Federal;
  • Goiás;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Pará;
  • Rondônia;
  • Roraima; e
  • Sergipe.

Na maioria das UFs, o rinovírus segue como principal responsável pelo aumento dos casos de SRAG. Já a influenza A tem contribuído para a elevação dos registros em estados da Região Norte (Amapá, Pará e Rondônia) e também no Nordeste (com exceção de Alagoas e Sergipe), além do Rio de Janeiro e de Mato Grosso.

O VSR tem impulsionado o crescimento dos casos em crianças menores de 2 anos, especialmente em estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), do Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás) e do Nordeste (Paraíba e Sergipe).

A análise aponta ainda um leve aumento dos casos de SRAG associados à covid-19 em São Paulo e Rio de Janeiro, sem impacto relevante nas hospitalizações.

Para a população dos estados que estão em alerta, Portella reforça a importância do uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração. “Também é importante que todos fiquem em isolamento em caso de aparecimento de sintomas gripais. Caso não seja possível manter o isolamento, é fundamental usar uma boa máscara ao sair de casa”, afirma.

Capitais

Entre as capitais, 15 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

  • Aracaju (SE);
  • Belém (PA);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Boa Vista (RR);
  • Campo Grande (MS);
  • Cuiabá (MT);
  • Fortaleza (CE);
  • Goiânia (GO);
  • João Pessoa (PB);
  • Macapá (AP);
  • Manaus (AM);
  • Porto Velho (RO); 
  • Recife (PE); e 
  • São Luís (MA).

Prevalência dos vírus

Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 16,8 mil casos de SRAG, sendo 35,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.

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25/02/2026 04:15h

Desde 2022, o país contabilizou mais de 14 mil notificações; transmissão ocorre por contato direto com lesões e fluidos corporais. Veja formas de prevenção, sintomas e quem deve receber a vacina

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O Brasil registra atualmente 88 casos confirmados de mpox em 2026. De acordo com o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS), as ocorrências estão distribuídas pelo Distrito Federal (1) e seis estados:

  • Minas Gerais (3);
  • Paraná (1);
  • Rio de Janeiro (15);
  • Rondônia (4);
  • Rio Grande do Sul (2); e
  • São Paulo (62).

O estado de São Paulo lidera o registro de casos com 62, seguido por Rio de Janeiro, com 15, e Rondônia, com 4. Não há registro de situações graves ou óbitos relacionados a mpox. A pasta aponta que a maioria dos pacientes diagnosticados apresentam sintomas considerados de grau leve a moderado.

Mpox: o que é

A mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral (transmitida aos seres humanos a partir de animais) causada pelo Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.

Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.566 notificações, conforme painel de dados do MS atualizado nesta terça-feira (24), com levantamento referente até 20 de fevereiro de 2026. A maior parte dos casos concentrou-se entre 2022 e 2023, quando o mundo enfrentou um surto global, que se espalhou para mais de 120 países e resultou em mais de 100 mil casos. 

Mpox: como se prevenir

Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é a prevenção. O MS reforça que é fundamental evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, recomenda-se o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção. 

Entre as orientações estão:

  • manter a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel;
  • lavar roupas, toalhas e lençóis com água morna e detergente;
  • limpar e desinfetar superfícies contaminadas; e
  • descartar corretamente resíduos como curativos.

Mpox: sintomas e formas de transmissão

Segundo o ministério, os sintomas da mpox incluem:

  • erupções cutâneas ou lesões de pele em diferentes partes do corpo;
  • linfonodos inchados (ínguas);
  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores no corpo;
  • calafrio; e
  • fraqueza.

A transmissão ocorre principalmente por:

  • contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas;
  • exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias;
  • uso compartilhado de objetos contaminados, como roupas e toalhas; e
  • animais silvestres (roedores) infectados.

Em caso de infecção, pacientes com suspeita ou confirmação da mpox devem cumprir isolamento imediato e evitar o compartilhamento de objetos pessoais até o fim do período de transmissão.

Mpox: tratamento

Em 2022, o antiviral tecovirimat (TPOXX), desenvolvido originalmente para tratar a varíola, foi aprovado para auxiliar no manejo da mpox. Apesar disso, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) ressalta que não há tratamento específico para a infecção.

Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem por conta própria. O cuidado clínico deve priorizar o alívio das manifestações, a prevenção de complicações e a redução de possíveis sequelas. Entre as recomendações estão:

  • manter as lesões cutâneas secas ou cobertas com curativos úmidos, quando necessário;
  • evitar tocar em feridas na boca ou nos olhos; e
  • utilizar enxaguantes bucais e colírios, desde que não contenham cortisona.

Mpox: vacinação

A estratégia de vacinação do Ministério da Saúde prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Entre os grupos contemplados na imunização pré-exposição estão:

  • pessoas vivendo com HIV/aids, maiores de 18 anos, com baixa imunidade; e
  • profissionais de laboratórios que lidam diretamente com o vírus, entre 18 e 49 anos.

Já na vacinação pós-exposição, a recomendação é para indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.

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06/02/2026 19:30h

Pais, mães e responsáveis, procurem a Unidade de Saúde mais próxima e vacinem seus filhos

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O estado de Rondônia segue mobilizado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde.

Uma das prioridades é a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. Em 2025, a Região Norte registrou 25 casos da doença, todos no Tocantins. Os registros foram classificados como importados ou relacionados à importação.

Para ampliar as coberturas vacinais, os gestores de saúde mantêm campanhas educativas e a mobilização das equipes municipais. Neste início de 2026, o Ministério da Saúde reforçou o alerta por meio do aplicativo Meu SUS Digital, que envia mensagens aos pais sobre a importância de manter a vacinação em dia.

O coordenador estadual de Imunizações em Rondônia, Ivo Barbosa, explica as ações junto aos municípios rondonienses.

“As prioridades estabelecidas para os próximos meses concentram-se em dois eixos principais. Primeiro, consolidar os avanços já alcançados, garantir a manutenção dos índices de cobertura vacinal. Segundo, intensificar a busca ativa por crianças não vacinadas por meio da implementação de estratégias de microplanejamento ajustadas às especificidades de cada município e comunidade.”

Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e proteger a população. Faça sua parte!

“O Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, está presente em todos os municípios do país. E ele leva a vacina até a população. As vacinas oferecidas pelo SUS são muito seguras. Nós já usamos há muito tempo, ou seja, temos ampla experiência no uso dessas vacinas. E são vacinas que protegem e ajudaram a gente a eliminar do nosso território doenças como a rubéola, o sarampo, a paralisia infantil.”

Além do sarampo, o calendário inclui vacinas contra tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningites, pneumonia, rotavírus, febre amarela, influenza, Covid-19 e HPV.

Sobre o HPV, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. A imunização previne diversos tipos de câncer.

Pais e responsáveis de Rondônia devem atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.

Mais informações em gov.br/vacinacao.

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06/02/2026 19:20h

Pais, mães e responsáveis, procurem a Unidade de Saúde mais próxima e vacinem seus filhos

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O Amazonas segue mobilizado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde.

Uma das prioridades é a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. Em 2025, a Região Norte registrou 25 casos da doença, todos no Tocantins. Os registros foram classificados como importados ou relacionados à importação.

Para ampliar as coberturas vacinais, os gestores de saúde mantêm campanhas educativas e a mobilização das equipes municipais. Neste início de 2026, o Ministério da Saúde reforçou o alerta por meio do aplicativo Meu SUS Digital, que envia mensagens aos pais sobre a importância de manter a vacinação em dia.

A diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, Tatyana Amorim, chama atenção para o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis e reforça que a manutenção de altas coberturas vacinais é essencial

“Hoje, entre as doenças imunopreveníveis, as maiores preocupações são febre amarela – o Amazonas por ser uma área endêmica, o alerta é permanente; o sarampo pela possibilidade de reintrodução do vírus caso haja queda nas coberturas; poliomielite que segue como alerta nacional e exige alta cobertura para evitar risco de retorno.”

Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e proteger a população. Faça sua parte!

“O Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, está presente em todos os municípios do país. E ele leva a vacina até a população. As vacinas oferecidas pelo SUS são muito seguras. Nós já usamos há muito tempo, ou seja, temos ampla experiência no uso dessas vacinas. E são vacinas que protegem e ajudaram a gente a eliminar do nosso território doenças como a rubéola, o sarampo, a paralisia infantil.”

Além do sarampo, o calendário inclui vacinas contra tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningites, pneumonia, rotavírus, febre amarela, influenza, Covid-19 e HPV.

Sobre o HPV, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. A imunização previne diversos tipos de câncer.

Pais e responsáveis do Amazonas devem atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.

Mais informações em gov.br/vacinacao.

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06/02/2026 19:20h

Pais, mães e responsáveis, procurem a Unidade de Saúde mais próxima e vacinem seus filhos

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O estado de Roraima segue mobilizado para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde.

Uma das prioridades é a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. Em 2025, a Região Norte registrou 25 casos da doença, todos no Tocantins. Os registros foram classificados como importados ou relacionados à importação.

Para ampliar as coberturas vacinais, os gestores de saúde mantêm campanhas educativas e a mobilização das equipes municipais. Neste início de 2026, o Ministério da Saúde reforçou o alerta por meio do aplicativo Meu SUS Digital, que envia mensagens aos pais sobre a importância de manter a vacinação em dia.

O gerente do núcleo estadual do Programa Nacional de Imunizações, Vinícius dos Santos Vieira, convoca pais e responsáveis a levarem as crianças para vacinar:

“Orientamos os pais sobre a necessidade de manter todas as vacinas em dia, para prevenir doenças imunopreveníveis e garantir a proteção individual e coletiva.”

Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e proteger a população. Faça sua parte!

“O Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, está presente em todos os municípios do país. E ele leva a vacina até a população. As vacinas oferecidas pelo SUS são muito seguras. Nós já usamos há muito tempo, ou seja, temos ampla experiência no uso dessas vacinas. E são vacinas que protegem e ajudaram a gente a eliminar do nosso território doenças como a rubéola, o sarampo, a paralisia infantil.”

Além do sarampo, o calendário inclui vacinas contra tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningites, pneumonia, rotavírus, febre amarela, influenza, Covid-19 e HPV.

Sobre o HPV, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. A imunização previne diversos tipos de câncer.

Pais e responsáveis de Roraima devem atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.

Mais informações em gov.br/vacinacao.

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