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Baixar áudioO Ministério da Saúde (MS) confirmou, na quarta-feira (1º), um caso de sarampo no Rio de Janeiro. Esta é a segunda notificação da doença no Brasil em 2026.
A paciente é uma mulher de 22 anos, sem registro de vacinação, que trabalha em um hotel na capital fluminense.
Em nota, a pasta informou que o protocolo de resposta foi iniciado logo após a notificação. “Foram adotadas medidas imediatas de investigação, vacinação de bloqueio na residência, no local de trabalho e no serviço de saúde, além da realização de varredura na área próxima à residência para identificação de possíveis outros casos e ampliação da vacinação”, afirmou.
Em fevereiro deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu alerta para o aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas.
Apesar do cenário regional, o Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus, conforme reconhecimento da OPAS. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país, distribuídos entre o Distrito Federal (1) e em seis estados:
Do total, dez foram importados, 25 relacionados à importação e três de origem indefinida. Em relação ao histórico vacinal, a maioria (94,7%) ocorreu em pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38,5 °C) e manchas vermelhas na pele, acompanhadas de tosse seca, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso.
Segundo a OMS, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. No Brasil, a população de 12 meses a 59 anos têm indicação para se vacinar. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a proteção conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente duas vacinas: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que inclui também a varicela.
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Baixar áudioEstados e municípios em situação de emergência em saúde pública devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) podem solicitar incentivo financeiro do Ministério da Saúde para a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Suporte Ventilatório Pulmonar (SVP).
A medida foi publicada por meio da Portaria nº 10.484 e possui caráter excepcional e temporário. O objetivo é ampliar o atendimento a pacientes adultos e pediátricos com SRAG em estabelecimentos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).
O montante anual estimado para a iniciativa é de R$ 150 milhões. De acordo com a norma, o repasse dos recursos aos estados, municípios e ao Distrito Federal dependerá da disponibilidade orçamentária do Ministério da Saúde.
Para ter acesso ao incentivo financeiro, gestores municipais e estaduais deverão encaminhar uma série de documentos que comprovem a necessidade de ampliação da estrutura hospitalar, entre eles:
A solicitação do incentivo deverá ser enviada juntamente com toda a documentação por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), disponível no site www.saips.saude.gov.br.
De acordo com o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.
Grande parte dos casos registrados tem sido associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus, agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.
No ano epidemiológico de 2026, o país já registrou 28.363 casos de SRAG, dos quais 11.597 tiveram resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios e 1.451 evoluíram para óbito.
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Baixar áudioOs casos de influenza A continuam em crescimento em todo o país. Esse é destaque do mais recente Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (1º).
Segundo a análise, a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.
Grande parte dos casos registrados está associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus — agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.
Diante desse cenário, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que a principal forma de prevenção é a vacinação.
“Por isso, é fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza. Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o VSR, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, afirma em nota.
A campanha de vacinação contra a gripe já começou nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. Coordenada pelo Ministério da Saúde, a ação segue até 30 de maio.
A vacina disponibilizada pelo SUS protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.
Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A campanha também contempla outros grupos considerados de maior risco, como:
Segundo o levantamento, houve sinais de queda nos casos de influenza A no Pará, Ceará e Pernambuco. No entanto, os casos continuam em crescimento na maior parte do Nordeste — incluindo Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia — e em todos os estados do Sudeste. Também há aumento em parte do Norte (Amapá e Rondônia), do Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e no Paraná.
Os casos de SRAG causados por VSR seguem em alta em diversos estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), Nordeste (Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) e Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal). No Sudeste, há sinais iniciais de crescimento em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
Já os casos de rinovírus continuam aumentando em estados do Norte (Amapá, Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), Nordeste (Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia) e Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo). Por outro lado, há indícios de interrupção do crescimento em estados do Centro-Oeste e Sul, além de Maranhão, Ceará, Pernambuco, Sergipe e São Paulo.
Tatiana Portella reforça que pessoas que vivem em estados com alta incidência de SRAG devem utilizar máscaras em locais fechados e com maior aglomeração, especialmente aquelas que fazem parte de grupos de risco. “Além disso, é importante manter a higiene, como lavar sempre as mãos. Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento”, recomenda.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 28 de março, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 12. Confira outros detalhes no link.
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Copiar o textoProjeção do InfoDengue-Mosqlimate aponta cenário ainda epidêmico, mas com menor magnitude
Baixar áudioO Brasil deve registrar cerca de 1,8 milhão de casos prováveis de dengue na temporada 2025-2026, segundo projeção do InfoDengue-Mosqlimate, iniciativa da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o relatório técnico, o modelo estatístico do tipo ensemble — que combina diferentes métodos e abordagens de previsão para aumentar a precisão das estimativas — estima os casos no período entre 3 outubro de 2025 e 5 outubro de 2026. Do total previsto, 54% (536.778) dos casos devem ocorrer em São Paulo e 10% (274.602) em Minas Gerais.
Apesar de o cenário ainda indicar padrão epidêmico, a magnitude esperada é menor do que a observada em 2024, ano em que o país ultrapassou 6,5 milhões de notificações.
Dados do painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde (MS) mostram que, em 2026, o Brasil já soma mais de 175 mil casos prováveis. Em 2025, foram mais de 1,6 milhão de registros e 1.821 mortes confirmadas.
A análise indica que a maior parte das unidades da federação (UFs) deve registrar picos de incidência inferiores aos da temporada anterior, embora ainda acima da média histórica entre 2019 e 2023.
O comportamento da doença varia entre as regiões. O estudo evidencia que há previsão de aumento da incidência em estados como:
Por outro lado, a tendência aponta redução no:
Nas demais UFs, a expectativa é de estabilidade, com números próximos aos registrados na temporada passada.
Número de casos prováveis em 2026
| UF | Casos |
|---|---|
| AC | 6478 |
| AL | 10278 |
| AM | 6350 |
| AP | 1290 |
| BA | 47054 |
| CE | 10711 |
| DF | 21725 |
| ES | 26195 |
| GO | 105457 |
| MA | 5311 |
| MG | 274602 |
| MS | 19574 |
| MT | 25514 |
| PA | 10384 |
| PB | 10658 |
| PE | 18690 |
| PI | 7490 |
| PR | 77683 |
| RJ | 15068 |
| RN | 12585 |
| RO | 3708 |
| RR | 425 |
| RS | 75465 |
| SC | 55590 |
| SE | 1754 |
| SP | 536778 |
| TO | 7993 |
Segundo o MS, a dengue consiste em uma doença febril aguda causada por vírus e transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. Em geral, apresenta evolução autolimitada, mas pode evoluir para formas graves e levar à óbito.
Os sintomas mais comuns incluem:
Após o período febril, entre o 3º e o 7º dia, é necessário atenção aos sinais de alerta, que indicam possível agravamento do quadro:
A pasta reforça que ao surgimento dos primeiros sintomas, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde.
A fim de controlar a doença, o Brasil oferece,, desde dezembro de 2023, a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS).
No entanto, a principal forma de prevenção consiste no combate ao mosquito transmissor, com a eliminação de água parada em recipientes como caixas d’água, pneus, garrafas e vasos de plantas.
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Baixar áudioA campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O Dia D de mobilização ocorre na mesma data, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. Coordenada pelo Ministério da Saúde (MS), a ação segue até 30 de maio.
A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B. A proteção costuma ser elevada nos primeiros meses após a aplicação e dura, em média, de seis a 12 meses, o que torna a imunização anual fundamental.
Para 2026, a pasta estabeleceu como meta imunizar ao menos 90% dos grupos prioritários. Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa abrange ainda uma parcela da população considerada de maior risco:
Dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam aumento nos casos de influenza A no país. O levantamento indica um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) para esta época do ano. Tradicionalmente, o vírus apresenta maior circulação no outono e no inverno.
Devido às diferenças climáticas e epidemiológicas entre as regiões, o MS destaca que o vírus influenza circula ao longo de todo o ano. Especialistas apontam a vacinação como a forma mais eficaz de prevenir complicações da doença, reduzir a transmissão e evitar a sobrecarga do sistema de saúde.
Embora o início oficial esteja marcado para o dia 28, as unidades da federação (UFs) estão autorizadas a antecipar a imunização conforme o recebimento das doses. Segundo as secretarias de Saúde estaduais:
Desde 2025, o imunizante contra a gripe passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes e idosos. Com a mudança, esses grupos podem se vacinar ao longo de todo o ano nos postos de saúde.
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Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (20), alerta para o aumento da circulação da influenza A. Segundo o levantamento, o país registra um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocasionadas pelo vírus para esta época do ano.
Especialistas demonstram preocupação com a antecipação da curva de casos da influenza A. O vírus costuma apresentar maior atividade durante o outono e o inverno, mas os registros apontam crescimento fora do período esperado. O outono teve início em 20 de março, enquanto os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 10, entre 8 e 14 de março, anterior ao começo da estação.
A análise destaca que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos é a vacinação. A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que “já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”.
O Ministério da Saúde anunciou três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura e na redução das doenças imunopreveníveis. A campanha contra a influenza será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste entre 28 de março e 30 de maio. O Dia D de mobilização está marcado para o dia 28, data de abertura da ação.
UFs
Vinte unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco:
Capitais
Entre as capitais, 18 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.
Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 20,3 mil casos de SRAG, sendo 37% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 13,4% |
| Influenza A | 21,8% |
| Rinovírus | 41,9% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 14,7% |
| Influenza B | 1,5% |
Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 4,5% |
| Influenza A | 28,6% |
| Rinovírus | 21,8% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 37,3% |
| Influenza B | 2,5% |
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Copiar o textoMinistério da Saúde confirma infecção importada em bebê de seis meses após viagem à Bolívia
Baixar áudioO Ministério da Saúde (MS) confirmou o primeiro caso de sarampo no Brasil neste ano. Trata-se de uma ocorrência importada (contraída no exterior) e a paciente é uma bebê de seis meses, residente em São Paulo (SP), sem histórico de vacinação contra a doença.
Segundo a pasta, a criança viajou para a Bolívia — país que enfrenta surto de sarampo desde 2025 — entre 25 de dezembro e 25 de janeiro. No dia 8 de fevereiro, apresentou febre e manchas na pele. A confirmação laboratorial saiu em 4 de março.
Em fevereiro deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu alerta para o aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas. Após cinco anos de baixa circulação, o vírus voltou a provocar surtos em diversos países em 2025, tendência que, segundo a entidade, se mantém no início de 2026.
Apesar do cenário regional, o Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus, conforme reconhecimento da OPAS. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país, distribuídos entre o Distrito Federal (1) e em seis estados:
Do total, dez casos foram importados, 25 relacionados à importação e três de origem indefinida. Em relação ao histórico vacinal, a maioria (94,7%) ocorreu em pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38,5 °C) e manchas vermelhas na pele, acompanhadas de tosse seca, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso.
Segundo a OMS, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. No Brasil, a população de 12 meses a 59 anos têm indicação para se vacinar. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a proteção conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente duas vacinas: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que inclui também a varicela.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde (MS) inicia nesta sexta-feira (13) uma nova etapa do programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta rodada, 18 municípios de 15 estados passam a receber carretas destinadas à saúde da mulher e a exames de imagem. A iniciativa reforça a oferta de procedimentos voltados à prevenção de doenças, entre elas o câncer de mama e o câncer do colo do útero.
Confira os municípios contemplados:
As cidades de Milagres (CE), Santana (AP), Sousa (PB) e São José dos Campos (SP) também recebem unidades móveis especializadas em exames de imagem, com tomografias destinadas ao diagnóstico de doenças graves e à definição de condutas médicas.
De acordo com o MS, a ação já alcançou 138 regiões de saúde atendidas. Durante a inauguração de uma carreta em Planaltina (DF) nesta quinta-feira (12), o ministro Alexandre Padilha celebrou a marca.
“As mulheres, que são a maioria usando o SUS, são uma prioridade absoluta nossa. Contando com Planaltina, a gente já ultrapassou mais de 130 regiões em todo o Brasil. Só no mês de março vamos chegar a 150 regiões com as carretas de saúde da mulher; as específicas para o problema de visão, de oftalmologia; e a carreta para tomografia”, afirmou Padilha.
A Pasta aponta ainda que as unidades móveis zeraram a fila de espera em 23 cidades. “Por onde ela passa vai zerando a fila, vai atendendo esses locais em parceria com as secretarias municipais, estaduais, hospitais filantrópicos e Santas Casas”, disse o ministro.
O MS projeta alcançar 150 carretas até o fim de 2026. Atualmente, o Agora Tem Especialistas conta com 52 unidades móveis em operação:
Além dessa iniciativa, o programa realiza mutirões, amplia os horários de atendimento e firma parcerias com hospitais privados e filantrópicos.
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Copiar o textoPaís não teve mortes pela doença neste ano, mas investiga centenas de casos suspeitos
Baixar áudioO Brasil já contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS). Até o momento, nenhuma morte pela doença foi registrada neste ano.
Além dos casos confirmados, a pasta investiga 539 casos suspeitos e 9 prováveis. Entre os estados, os maiores números de registros estão em:
A mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral — ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos. O vírus pertence ao gênero Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.
Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.634 notificações da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde atualizados até a última segunda-feira (9). A maior parte dos casos ocorreu entre 2022 e 2023, período marcado por um surto global que atingiu mais de 120 países e ultrapassou 100 mil casos.
Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, as autoridades em saúde recomendam o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.
A transmissão pode ocorrer principalmente por:
Segundo o MS, os sintomas da mpox incluem:
Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com a doença devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e orientação médica.
Saiba mais em gov.br/saude.
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Copiar o textoServiço gratuito é realizado pelo Meu SUS Digital e pode atender cerca de 600 pacientes por mês
Baixar áudioO Sistema Único de Saúde (SUS) passou a ofertar teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas. O serviço é gratuito, confidencial e está disponível para brasileiros de todos os estados por meio do aplicativo Meu SUS Digital.
A iniciativa foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e integra um conjunto de ações do Governo Federal para o enfrentamento desse problema de saúde pública. A expectativa inicial é atender cerca de 600 pacientes por mês, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Para viabilizar o serviço, o Ministério da Saúde investiu R$ 2,5 milhões por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde.
Segundo a pasta, o teleatendimento foi estruturado para ampliar o acesso ao cuidado, especialmente para quem enfrenta dificuldades em procurar ajuda presencial, seja por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade de reconhecer o problema. Em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas.
O atendimento é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e integrantes da rede de apoio. O cadastro pode ser feito 24 horas por dia, em ambiente seguro, com proteção das informações garantida pela Lei Geral de Proteção de Dados.
As consultas são realizadas por vídeo, com duração média de 45 minutos, e podem fazer parte de ciclos estruturados de cuidado com até 13 atendimentos, individuais ou em grupo. A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e com a atenção básica para integração com os serviços locais.
Para utilizar o serviço, é necessário baixar gratuitamente o aplicativo Meu SUS Digital, disponível para Android, iOS e versão web, fazer login com a conta gov.br e acessar a área “Miniapps”. Em seguida, o usuário deve selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”.
O aplicativo disponibiliza um auto teste baseado em evidências científicas. Caso o resultado indique risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Em situações de menor risco, o usuário é orientado a procurar a Rede de Atenção Psicossocial, que inclui Centros de Atenção Psicossocial e Unidades Básicas de Saúde.
O modelo prevê telemonitoramento e integração com a rede do SUS, com possibilidade de encaminhamento para atendimento presencial quando necessário.
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