14/04/2026 16:00h

Com apresentação de dados da Ancine, Comitê Gestor definiu ações do setor para 2026

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Nos dias 16 e 30 de março, o Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) aprovou o Plano de Ação para 2026, que prevê cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos. A decisão foi tomada durante a 78ª e a 79ª reuniões do colegiado, realizadas no Ministério da Cultura (MinC), em Brasília.

Os encontros, presididos pela ministra Margareth Menezes, reuniram gestores públicos e representantes do setor audiovisual para avaliar dados, ouvir demandas e encaminhar propostas que devem orientar o próximo ciclo de políticas para o segmento.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine), como secretaria-executiva do FSA, coordenou os trabalhos e apresentou dados do setor por meio do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), que subsidiam a formulação e o aperfeiçoamento das políticas públicas.

As pautas dos encontros incluíram a apresentação dos relatórios de gestão do FSA, o planejamento das políticas de fomento, a aprovação das regras e critérios das chamadas públicas remanescentes do Plano de Ação de 2025, a programação da execução orçamentária e financeira de 2026 e a apresentação de um calendário para o lançamento das novas ações.

Também foram apresentados documentos estratégicos para o setor, como o Panorama do Ecossistema Audiovisual e os Planos de Ação e Composição Orçamentária da linha dos Arranjos Regionais.

Além disso, foi retomada a linha de investimentos em núcleos criativos,  voltados à etapa de desenvolvimento de projetos audiovisuais, como a criação e a estruturação de roteiros e obras.

Conjuntamente, foram aprovadas propostas de novas parcerias com a RioFilme e com o Estado do Rio de Janeiro, além da continuidade de ações emergenciais voltadas ao Rio Grande do Sul.

A reunião contou com a participação de representantes da Casa Civil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do setor audiovisual.

Na abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou o momento vivido pelo setor e a importância da articulação entre governo e sociedade civil. “A gente fica feliz de ver o que está acontecendo no audiovisual. Isso dá mais inspiração para continuar trabalhando e procurando acertar também no que diz respeito ao que cabe ao governo”.

Plano de Ação 2026

O Plano de Ação aprovado prevê cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos, sendo R$ 976 milhões destinados às ações de investimento e R$ 460 milhões a operações de crédito, conforme orçamento aprovado.

Os recursos incluem valores previstos no Plano Anual de Investimentos (PAI) 2026, estimado em cerca de R$ 1,1 bilhão, além de saldos remanescentes de anos anteriores.

Dentro das ações de investimento, os recursos se distribuem entre diferentes linhas, com destaque para o cinema (Prodecine) e para TV e vídeo sob demanda (Prodav), enquanto as linhas de crédito (Proinfra) concentram as operações reembolsáveis.

Plano de Ação 2026

A alocação dos recursos busca impulsionar o desenvolvimento econômico e industrial do setor em todas as regiões do país, ampliar a presença da produção nacional nos diferentes segmentos de mercado e promover a inserção de novos talentos e empreendedores, com atenção à diversidade e à representatividade.

Ao comentar os dados, o diretor-presidente da Ancine, Alex Braga, destacou o papel das informações produzidas pela agência para o setor. Segundo ele, “a Ancine, nos últimos anos, consolidou um modelo de atuação baseado na produção, sistematização e ampla divulgação de dados de mercado do setor audiovisual brasileiro”. Ele acrescentou que o material foi apresentado ao Comitê para, a partir desses diagnósticos, “pensarmos a revisão e o aperfeiçoamento das políticas públicas, estimulando a participação social, críticas e proposições”.

O relatório também aponta que a demanda do setor permanece elevada, com mais de 4 mil projetos avaliados nos editais recentes.

A secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, afirmou que a gestão busca equilibrar diferentes perfis de produção e aprimorar os instrumentos de avaliação. Na ocasião, ressaltou que o Plano de Diretrizes e Metas (PDM) já possui validade administrativa e passará a orientar o Comitê Gestor, com a implementação de uma metodologia de monitoramento baseada em indicadores.

Desafios e perspectivas 

Representantes do setor também apontaram desafios relacionados à previsibilidade e à execução das políticas.

Entre os pontos discutidos estão a estruturação de editais e a necessidade de ampliar a distribuição regional dos recursos. Em 2025, o Sudeste concentrou 66,3% dos investimentos, enquanto o Nordeste ficou com 11,5%, o Sul com 11,1%, o Centro-Oeste com 8,5% e o Norte com 2,6%. Para 2026, o plano prevê cotas de até 40% para projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Os indicadores divulgados pela Ancine reforçam o momento de retomada do setor. O país registra 3.554 salas de cinema em operação, recorde histórico, com 367 filmes brasileiros exibidos em 2025, que somaram 11,12 milhões de espectadores e R$ 214,9 milhões em renda.

Mesmo com a ampliação dos recursos e a diversificação dos instrumentos de financiamento, o cronograma de lançamento das ações para 2026 segue condicionado à disponibilidade financeira e à definição de critérios pelo Comitê Gestor.

Planejamento e linhas de investimento

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14/04/2026 15:30h

Apresentação em Brasília reuniu orquestras dos dois países e abriu a agenda cultural chinesa no Brasil ao longo de 2026

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O Concerto do Ano Cultural Brasil-China, marcou o início da programação cultural chinesa no país no âmbito do Ano Cultural Brasil-China 2026. O evento reuniu autoridades brasileiras e chinesas, representantes do corpo diplomático e convidados no Auditório Poupex, no Plano Piloto.

A apresentação contou com a participação conjunta da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e da Orquestra Sinfônica Nacional da China, em uma performance que simbolizou, no palco, o espírito de intercâmbio cultural que orienta a iniciativa ao longo de todo o ano.

Representando o Ministério da Cultura (MinC), o secretário-executivo adjunto, Cassius Antonio da Rosa, destacou o caráter estratégico da agenda cultural entre os dois países:

“Essa celebração é o símbolo vívido de uma parceria estratégica e madura, que foi celebrada e fortalecida pelos presidentes Lula e Xi Jinping, no marco de cinquenta anos das relações bilaterais”, declarou.

Durante o pronunciamento, o secretário ressaltou que o Ano Cultural representa um esforço conjunto para expandir os horizontes da cooperação bilateral, tendo a cultura como eixo prioritário.

“Nosso objetivo primordial é ampliar o conhecimento mútuo entre nossos povos, permitindo que a arte atue como verdadeiro idioma universal que nos conecta”, completou.

Cassius ainda relembrou o papel da cultura como vetor de desenvolvimento econômico e social. “A cultura é uma força econômica estratégica, geradora de emprego e renda e, fundamentalmente, de inclusão social”, disse.

O secretário acentuou o potencial da economia criativa, que representa mais de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e reforçou o Ano Cultural como plataforma para ampliar a cooperação entre os dois países nesse setor.

A cerimônia contou ainda com a participação do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, e do secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto.

Em sua fala, o embaixador chinês destacou o papel da cultura na aproximação entre as nações. “A cultura constrói pontes e conecta corações”, afirmou. Segundo ele, o concerto representa a primeira grande atividade do Ano Cultural e simboliza uma trajetória histórica de intercâmbio entre Brasil e China.

“A história das relações China-Brasil é também a história do intercâmbio cultural e da aproximação entre os povos. O aprendizado mútuo é a força motriz do progresso da civilização humana”, explicou.

Zhu Qingqiao também enfatizou convergências entre os dois países e a importância da cooperação cultural em um cenário internacional desafiador, defendendo o diálogo entre civilizações como caminho para o desenvolvimento e a construção de um mundo mais justo.

Já o representante do Itamaraty salientou o papel estruturante da cultura nas relações internacionais. “A cultura é dimensão essencial da cooperação internacional e instrumento crucial para a aproximação entre sociedades e para o fortalecimento da confiança entre os países”, discursou Laudemar.

Ele também reiterou que o Ano Cultural Brasil-China é expressão concreta desse entendimento e vai além de uma vitrine artística. “Não se trata apenas de uma vitrine de talentos, mas de um convite ao diálogo entre culturas e histórias”, complementou.

Ao longo de 2026, a programação do Ano Cultural Brasil-China prevê uma agenda ampla e diversa nos dois países. Além das atividades realizadas pela China no Brasil, o Governo brasileiro prepara uma série de ações em território chinês, com início previsto para o final de abril, em cidades como Pequim e Xangai. A proposta é consolidar uma via de mão dupla no intercâmbio cultural, ampliando o conhecimento mútuo entre os povos.

O evento foi encerrado com apresentação musical e registro oficial no palco, consolidando o início de uma agenda cultural que deve se estender ao longo de todo o ano de 2026.

Encontro sinfônico simboliza intercâmbio cultural entre Brasil e China

A apresentação conjunta da Orquestra Sinfônica Nacional da China (CNSO) e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro deu forma, no palco, ao espírito de cooperação que marca o Ano Cultural Brasil-China 2026. Reunindo repertórios e tradições musicais distintas, o concerto evidenciou a música como linguagem universal capaz de aproximar culturas e fortalecer vínculos entre os países.

Com trajetória iniciada em 1956, a Orquestra Sinfônica Nacional da China é reconhecida internacionalmente por sua atuação como embaixadora cultural, desempenhando papel relevante no intercâmbio artístico com diferentes nações. Em 2024, a Camerata da CNSO realizou turnê por quatro cidades brasileiras, no contexto das comemorações pelos 50 anos das relações diplomáticas entre Brasil e China.

Já a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, fundada em 1979, é uma das principais instituições sinfônicas do país e referência na cena cultural da capital federal. Ao longo de sua trajetória, a orquestra tem se destacado tanto pela excelência artística quanto pela promoção de intercâmbios com solistas e regentes internacionais.

O programa apresentado reuniu obras de compositores brasileiros e chineses, como Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, e o Concerto para violino Os Amantes Borboleta, de He Zhanhao e Chen Gang, além de peças de Heitor Villa-Lobos, Carlos Gomes e Zhao Jiping. A combinação de repertórios reforçou a proposta de diálogo entre tradições musicais, traduzindo, em som, a aproximação entre Brasil e China.

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14/04/2026 04:45h

Para o Instituto, a fragilidade da mineração brasileira de terras raras não decorre de falta de protagonismo estatal, mas da carência de tecnologia, financiamento insuficiente e infraestrutura precária.

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) emitiu comunicado manifestando sua preocupação com o Projeto de Lei 1733/2026, apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) em 9 de abril de 2026, e com o PL 1754/2026, apresentado no dia 10 de abril pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder da bancada do PT. Ambos propõem a criação de uma empresa pública chamada Terrabras para atuar na cadeia produtiva de terras raras e minerais críticos.

Em seu comunicado, o IBRAM afirma que os projetos têm estruturas diferentes, pois enquanto o PL 1733/2026 “autoriza o governo federal a criar a Terrabras, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, com atuação que vai da pesquisa geológica à comercialização”, o PL 1754/2026, da bancada do PT, vai além e propõe absorver as funções do Serviço Geológico do Brasil (SGB), além de instituir regime de partilha da produção, com participação mínima de 50% destinada à nova estatal.

“O IBRAM reconhece a relevância do debate. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de elementos de terras raras, estimada em cerca de 21 milhões de toneladas, e, em 2024, respondeu por menos de 1% da produção global. Transformar esse patrimônio geológico em capacidade produtiva real e domínio tecnológico deveria ser uma prioridade nacional. O problema está no caminho proposto”, diz o comunicado.

Para a entidade, que reúne empresas responsáveis por cerca de 85% da produção mineral no País, “a fragilidade da mineração brasileira de terras raras não decorre de falta de protagonismo estatal. Decorre da carência de tecnologia de separação e refino em escala industrial, de processos químicos cuja dominância está concentrada em poucos agentes, de financiamento insuficiente, de infraestrutura logística precária, de mão de obra especializada escassa e de insegurança jurídica, que afasta investidores. Nenhum desses obstáculos é eliminado pela criação de uma empresa pública”.

Para o Instituto, a “brilhante trajetória da Petrobras não serve para sustentar a proposta, pois ignora as diferenças entre os dois setores e a experiência histórica. É oportuno lembrar que o Brasil já foi líder global na produção de terras raras a partir das areias monazíticas do Espírito Santo. A empresa Orquima dominou todo o ciclo tecnológico na década de 1960, mas foi estatizada, sucateada e, depois, extinta pelo Estado, o que levou a um retrocesso, com perda de tecnologias e de talento humano que hoje buscamos retomar”.

“A má experiência brasileira com minerais nucleares – prossegue a nota -- também é uma demonstração dessa limitação. Apesar de deter reservas expressivas de urânio e a segunda maior reserva mundial de tório, o País importa parcela relevante do urânio que suas próprias usinas consomem, resultado de décadas de subinvestimento sob monopólio estatal. Hoje, o debate está voltado, mais uma vez, a permitir a atração de investimentos privados para o setor e recuperar a capacidade produtiva que já existiu e foi sucateada”.

O IBRAM defende que os recursos necessários para viabilizar a Terrabras seriam mais eficazes se aplicados “no fortalecimento das instituições que já existem e na busca de domínio completo da tecnologia, do ciclo produtivo e das aplicações dessas substâncias. A Agência Nacional de Mineração (ANM), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) operam há anos sob restrições orçamentárias crônicas. O SGB mapeou apenas 27% do território nacional na escala adequada à mineração. Criar outra estrutura enquanto essas instituições seguem subfinanciadas é uma escolha que o IBRAM questiona. Destinar capital público para criar uma empresa do zero, nesse contexto, é uma escolha de difícil justificativa. Dados do Ministério da Gestão apontam déficit de R$ 5,1 bilhões no conjunto das estatais federais em 2025 e de R$ 4,1 bilhões apenas nos primeiros dois meses de 2026.

Por fim, a instituição lembra que o Congresso Nacional tem em tramitação o PL 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. “O texto combina segurança jurídica, processamento doméstico e estímulo ao investimento produtivo em tecnologia, exatamente o que o setor precisa para converter reservas em produção. Esse projeto merece prioridade. O relator, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), ao ser apresentado à proposta de nova estatal, descartou a medida em manifestações no dia 31 de março à imprensa e a representantes do setor mineral. Em seu relatório final, disse não haver espaço para iniciativas como a criação de uma estatal ou restrições à exportação dos minerais críticos e estratégicos”.

O IBRAM finaliza o comunicado afirmando que irá buscar o diálogo com os deputados Rollemberg e Uczai, com o Ministério de Minas e Energia e com o Congresso Nacional para “construir uma política que amplie a presença do Brasil no mercado global de minerais críticos, sem repetir modelos cujos limites já são conhecidos”.

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13/04/2026 20:00h

Veja 8 dicas essenciais para prevenir bolinhas na barba

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Você já teve pelos encravados após fazer a barba ou depilar? Isso pode ser pseudofoliculite, uma inflamação superficial ao redor dos folículos causada quando o pelo cresce e volta para dentro da pele.

Ela não é causada por bactérias, mas pode levar a infecções se não for tratada corretamente. Em casos mais intensos ou repetitivos, o médico pode indicar medicamentos ou até a depilação a laser como solução definitiva.

Mas, na maioria das vezes, medidas simples ajudam a evitar o problema:

•    Não faça a barba todos os dias;
•    Lave o rosto com água morna antes de barbear;
•    Use produtos próprios para barbear;
•    Prefira lâminas novas e afiadas;
•    Sempre barbeie no sentido do pelo;
•    E finalize com um pós-barba hidratante.

Se mesmo assim os pelos continuarem encravando, procure um dermatologista para avaliar o melhor tratamento.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:
 

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11/04/2026 04:25h

Dificuldade em engravidar? 1 em cada 6 homens tem VARICOCELE!

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Varicocele são varizes no cordão do testículo, e na maioria dos casos, não causam problemas. Mas, fique atento, pois elas podem:

  • Gerar dor leve ou desconforto;
  • Reduzir o tamanho do testículo;
  • Diminuir a produção de testosterona e afetar a qualidade dos espermatozoides, dificultando a fertilidade.

“O diagnóstico é feito no exame físico e, quando necessário, confirmado com ultrassom”, explica o Dr. Fábio Ortega.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

 

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09/04/2026 04:45h

Durante visita técnica, equipe do MIDR acompanhou o andamento das obras e analisou os efeitos na proteção de nascentes que alimentam o São Francisco

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A proteção das nascentes que alimentam o rio São Francisco está no centro das ações de recuperação da estrada de acesso ao Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais. As obras buscam conter processos erosivos, evitar assoreamento e reduzir riscos de deslizamentos, contribuindo diretamente para a preservação dos recursos hídricos da região. Nesta quarta-feira (8), uma equipe do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) esteve na Serra da Canastra para acompanhar a execução dos trabalhos.

Os técnicos percorreram trechos da estrada no município de São Roque de Minas que passam por reforma e recuperação, avaliando os impactos das intervenções e sua efetividade na proteção dos mananciais. O projeto contempla obras de infraestrutura em dois trechos da via principal de acesso ao parque, totalizando cerca de 9,6 quilômetros. As intervenções incluem serviços de pavimentação, drenagem e contenção de encostas, reduzindo o carreamento de sedimentos para os cursos d’água e prevenindo a degradação ambiental. 

Com investimento superior a R$ 51 milhões, a obra alcançou cerca de 50% até o final de 2025, com trechos pavimentados e outros em fase de terraplanagem. A previsão de conclusão é abril de 2027. “A recuperação da estrada de acesso ao Parque Nacional da Canastra resolve um problema que se arrasta por vários anos. Essa obra vai interromper o processo erosivo instalado na região, evitar o aporte de sedimentos na região da nascente do São Francisco e facilitar o acesso da população ao parque, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico regional", destacou o secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira. 

Revitalização dos Recursos Hídricos

A ação integra um conjunto mais amplo de iniciativas coordenadas pelo MIDR, por meio dos Comitês Gestores das Contas dos Programas de Revitalização dos Recursos Hídricos, voltados à recuperação de bacias hidrográficas. Os recursos são oriundos do processo de desestatização da Eletrobras e têm como foco ampliar a recarga hídrica e reduzir processos erosivos. 

“Os comitês gestores, responsáveis por administrar recursos de programas de revitalização das bacias do São Francisco e do Parnaíba, elaboram planos que priorizam o aumento das vazões afluentes e a flexibilidade dos reservatórios. Nesse contexto, a recuperação de áreas degradadas permite que a água infiltre no solo, recarregando aquíferos e fortalecendo nascentes, tornando-as mais saudáveis e volumosas. Assim, o trabalho do comitê é pensar a bacia de forma integrada e promover ações que ampliem a disponibilidade hídrica como um todo”, explicou Ramile Soares, assessora técnica especializada na SNSH

Além da obra na Serra da Canastra, a comitiva também cumpre agenda em outras regiões de Minas Gerais para acompanhar a implantação de Unidades Demonstrativas de Recuperação de Nascentes (UDRNs) nas bacias dos rios Grande e Paranaíba. A iniciativa prevê a instalação de 200 unidades com técnicas de bioengenharia, regeneração ambiental e uso de tecnologias inovadoras, como inteligência artificial para monitoramento.

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09/04/2026 04:45h

Saiba o que faz e quais os sintomas da paratireoide

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Existem quatro glândulas paratireoides no pescoço, ao lado da tireoide. Elas são responsáveis por regular os níveis de cálcio no sangue. Sua função principal é produzir o hormônio PTH, que aumenta o cálcio no sangue.

Já o cálcio é essencial para:

  • Contração dos músculos (inclusive o coração);
  • Funcionamento dos nervos;
  • Saúde dos ossos;
  • Coagulação do sangue.

“Quando os níveis de cálcio caem, as paratireoides trabalham para equilibrá-los”, explica o Dr. Murilo Neves.

Problemas como hiperparatireoidismo podem causar desequilíbrios. Fique atento aos exames de rotina e cuide da sua saúde!

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:
 

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07/04/2026 15:05h

Agenda em Brasília marca cooperação entre os dois países por meio dos Ministérios da Cultura, Biblioteca Nacional e Fundação Palmares

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Brasil e Angola firmaram, nesta terça-feira (31), acordos para fortalecer a cooperação entre os dois países, em agenda coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC), realizada na Fundação Cultural Palmares (FCP), em Brasília. A iniciativa integra a missão oficial da comitiva do ministro da Cultura de Angola ao Brasil. A cerimônia reuniu autoridades brasileiras e angolanas e formalizou ações nas áreas de cultura e memória, conectando o passado compartilhado à construção de iniciativas conjuntas no presente.

Na ocasião, foram assinados o acordo de cooperação entre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o Arquivo Nacional de Angola, o Memorando de Entendimento para cooperação no âmbito da cultura e das artes e a declaração conjunta entre os governos, que reafirma o compromisso com o intercâmbio artístico, a valorização das culturas afrodescendentes e o desenvolvimento de políticas culturais.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que os acordos consolidam um novo momento nas relações entre Brasil e África, com foco na implementação de ações concretas. “Temos o compromisso de dar materialidade ao que estamos construindo. Estamos formalizando acordos que fortalecem as relações culturais entre Brasil e Angola e inauguram um novo momento dessa parceria, com ações concretas de intercâmbio entre os nossos povos. A cultura nos une, nos fortalece, é espaço de resistência, motor de transformação e nos permite projetar um futuro com mais paz e justiça”, afirmou.

Ao comentar a parceria, o ministro da Cultura de Angola, Filipe Silvino de Pina Zau, destacou a importância de aprofundar a cooperação entre os países. “Temos uma história comum que justifica uma cooperação mais profunda entre Angola e Brasil. Que este momento marque o início de relações culturais ainda mais profícuas, sem perder de vista a justiça reparadora para africanos e afrodescendentes”, afirmou.

Como anfitriã e vinculada ao MinC, a Fundação Cultural Palmares recebeu a cerimônia em um espaço dedicado à valorização da cultura afro-brasileira e das conexões históricas entre Brasil e África. Para o presidente da instituição, João Jorge Rodrigues, a agenda tem caráter histórico e reforça a cultura como elo entre os dois países. “Nós somos angolanos, nós somos brasileiros. É uma ponte de mão dupla que começa agora a se fortalecer, transformando essa relação em um caminho de esperança, de encontro e de construção conjunta.”

Memória e reparação histórica

No campo da memória e da pesquisa histórica, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o Arquivo Nacional de Angola firmaram acordo de cooperação para disponibilizar ao público 108 códices por meio do Projeto Resgate Barão do Rio Branco, da FBN. A iniciativa representa um reforço importante para o estudo da história da escravidão no Brasil e amplia o acesso a fontes documentais fundamentais sobre as relações entre os dois países. O material estará acessível em cerca de 30 dias, no site do projeto.

Para Marco Lucchesi, presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), a iniciativa tem forte valor simbólico e reforça o papel da memória na aproximação entre Brasil e África. “Não existe oceano: ele é uma ilusão. O que há é uma ponte simbólica que nos conecta. Temos pressa, porque o futuro precisa ser acionado agora, a partir da memória e das pluralidades que nos constituem”, disse.

O conjunto reúne informações sobre a relação histórica entre Brasil e Angola, entre os séculos XVII e XX, incluindo registros sobre o tráfico de pessoas escravizadas, as atividades comerciais e outros aspectos centrais da formação histórica dos dois países. O conjunto foi originalmente digitalizado por uma equipe de historiadores brasileiros africanistas integrantes do Projeto Acervo Digital Angola-Brasil (PADAB) e segue em constante atualização, atualmente sob a coordenação da professora Crislayne Alfagari (PUC-Rio).

O coordenador do Projeto Resgate Barão do Rio Branco, Luciano Figueiredo, destaca a importância do acordo: “A divulgação desse material será um feito extraordinário, pois dará acesso a documentos únicos que só podiam ser examinados em pesquisas em Angola. O material mostra o drama do tráfico de pessoas escravizadas, as atividades dos comerciantes e outros aspectos. A iniciativa sinaliza a nova vocação do Projeto Resgate e da FBN, que tem entre as suas missões ser um centro de referência, ao ampliar a divulgação da história comum entre Brasil e África”, afirma.

Além da disponibilização dos documentos históricos, a agenda foi marcada pela assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Angola para cooperação no âmbito da cultura e das artes. O instrumento estabelece uma base estruturante para a cooperação bilateral no campo da cultura e das artes, consolidando uma agenda comum voltada ao intercâmbio de conhecimentos, à formação e capacitação de profissionais e ao desenvolvimento de ações conjuntas em áreas como a produção cultural, artística, acadêmica e científica.

Entre os eixos prioritários do memorando estão a cooperação em patrimônio cultural material e imaterial, a troca de experiências em documentação, arquivos, conservação e restauração, além do desenvolvimento de pesquisas em acervos bibliográficos e documentais. O acordo também prevê o intercâmbio de artistas, pesquisadores, estudantes e instituições culturais, a participação conjunta em eventos internacionais e a promoção e difusão de obras artísticas e audiovisuais nos dois países.

O memorando contempla ainda ações voltadas à economia criativa, aos direitos autorais e à acessibilidade cultural, incluindo a troca de experiências sobre regulação no ambiente digital e novas tecnologias. Com vigência inicial de cinco anos, o instrumento não prevê transferência direta de recursos, mas estabelece as bases para a construção de projetos conjuntos, fortalecendo políticas culturais compartilhadas e aprofundando os laços históricos entre Brasil e Angola.

Ao encerrar, a ministra Margareth Menezes ressaltou que a cooperação demonstra como cultura, memória e política pública caminham juntas. “Estamos construindo uma política cultural que dialoga com o mundo, mas que também olha para a nossa história com responsabilidade. Essa cooperação é um exemplo de como cultura, memória e política pública caminham juntas”, concluiu.

Sobre o Resgate Barão do Rio Branco

O Projeto Resgate Barão do Rio Branco é um programa de cooperação arquivística internacional que tem por missão catalogar e reproduzir a documentação histórica manuscrita referente ao Brasil, do período anterior à Independência. Até o momento, o projeto disponibilizou documentos provenientes de países como Portugal, Áustria, Espanha, Holanda, França, Bélgica, Reino Unido e Estados Unidos, com mais de 1 milhão de páginas acessíveis gratuitamente.

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07/04/2026 10:00h

Iniciativas são coordenadas pela Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura

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Formadores culturais, educadores, coletivos indígenas e gestores públicos têm agora novas ações integradas do Ministério da Cultura voltadas à valorização dos saberes originários e à formação artística no Brasil.

As iniciativas são coordenadas pela Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura, a Sefli. Elas incluem apoio à produção de conteúdos indígenas, formação em cultura digital e articulação com universidades federais.

A proposta é reconhecer e fortalecer os modos próprios de ensinar e aprender existentes nos territórios.

Segundo o secretário Fabiano Piúba, a diversidade é a base dessas políticas.

“Uma das diretrizes, premissa das políticas culturais é justamente o da diversidade, né? A diversidade em sua mais vasta plenitude. A partir disso, o Ministério da Cultura desenvolve as suas políticas e não foi diferente no campo da formação artística e cultural.”

Entre as iniciativas está o fortalecimento da revista PIHHY. O nome, em língua originária, significa semente.

A publicação reúne conhecimentos, saberes e artes indígenas produzidos pelos próprios povos indígenas.

A revista também passa a integrar um acervo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Goiás.

“Ela compreende a criação, a produção, difusão e circulação dos conhecimentos, das ciências, dos saberes e das artes indígenas, realizada pelos próprios povos indígenas do nosso país. E é uma revista que tem sido uma referência importante para produção de conteúdos, mas também da criação de um acervo.”

As ações fazem parte de uma política mais ampla do Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação.

A iniciativa dialoga com a Lei 11.645, que trata do ensino das histórias e culturas indígenas e afro-brasileiras nas escolas. Além disso, o MinC apoia o Encontro de Escritores e Artistas Indígenas, realizado no Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade Federal Fluminense.

“A comunicação digital também é fundamental para afirmação das ancestralidades, da memória, da identidade, mas também como uma ferramenta de comunicação, e também como um componente ético, estético e político.”

As iniciativas reforçam a formação artística e cultural como política de Estado.

Segundo o Ministério da Cultura, as ações conectam diversidade, educação e território.

Para mais informações, acesse o site.

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02/04/2026 19:00h

Ministério da Cultura realiza o Fórum Brasil Criativo - Região Nordeste, nos dias 7 e 8 de abril

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Nos dias 7 e 8 de abril, o Ministério da Cultura realiza o Fórum Brasil Criativo – Região Nordeste.

O encontro acontece em Aracaju, Sergipe, na Universidade Tiradentes, reunindo gestores, especialistas e agentes culturais de toda a região. 

A iniciativa é do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Economia Criativa, em parceria com o Sebrae e instituições públicas e acadêmicas. 

O Fórum consolida uma ampla agenda nacional de articulação e fortalecimento do setor. É o que enfatiza a secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão. 

“Eu queria convidar todos vocês a acompanharem conosco o Fórum Brasil Criativo. A Secretaria da Economia Criativa tem andado pelo Brasil por cada região do país, levando uma ótima notícia. Nós estamos construindo uma política nacional de economia criativa e a fala e a escuta é fundamental nesse processo.”

Com o tema “O audiovisual e o potencial estratégico dos seus ecossistemas culturais e criativos”, o fórum vai discutir o papel do setor no desenvolvimento econômico, na geração de renda e na valorização da diversidade cultural brasileira. 

O evento é gratuito e aberto ao público. Os interessados devem se inscrever por meio de formulário disponível do site do Ministério da Cultura, no endereço: www.gov.br/cultura/

A programação inclui debates, painéis e o Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa do Nordeste. 

O Fórum Brasil Criativo é uma grande troca de experiências e construção de políticas públicas voltadas à economia criativa. 

A secretária do MinC comenta sobre a importância dos agentes culturais, empreendedores e gestores públicos de Sergipe participarem do evento. 

“A gente precisa dos criativos, dos artistas, a gente precisa dos técnicos, a gente precisa de todos aqueles que trabalham e que estão presentes nesses segmentos da cultura e da economia criativa brasileiras, para que a gente possa construir esse essa possibilidade de um plano que vai na verdade dar concretude à política Brasil criativo”.

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