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Em manifesto assinado por 60 entidades, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defende que diálogo deve ocorrer sem a influência do período eleitoral; presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB), Paulo Sergio Cavalcante, avalia que debate deve equilibrar empresas e empregados
Baixar áudioLer ao vivoEntidade entrega cartas a deputados e senadores e pede que proposta não seja votada em ano eleitoral
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, protocolou um manifesto contra a tramitação acelerada de um projeto sobre o fim da escala 6x1. A urgência foi sinalizada pelo Executivo, no entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que a análise seguirá por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição já em tramitação na Casa.
O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, defende a votação apenas em 2027, sem influência do período eleitoral.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP)
“Nossa proposta é termos o debate de fato, ele vale a pena o debate, porém, vamos discutir isso em 2027, fora do período eleitoral, fora dessa eventual interferência eleitoreira. Eu acho que a sociedade civil está pronta para debater, tanto os trabalhadores, como os empresários, e encontrar qual é a melhor solução, mas sem nunca esquecer que na reforma trabalhista já pode haver a negociação, porque o negociado prevalece sobre o legislado. Por que temos que engessar o tema numa nova legislação? Essa é uma grande discussão.”
LOC.: O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia e membro do conselho G50+ – um grupo formado por lideranças de associações comerciais de todas as regiões do país –, Paulo Sergio Costa Pinto Cavalcante, menciona que estudos técnicos já indicam possíveis efeitos na economia com o fim da escala.
Segundo Cavalcante, o fim da escala pode gerar aumento de custos operacionais, alta nos preços aos consumidores e redução de investimentos, além de prejudicar pequenos negócios.
Ele salienta que o debate deve ir além da alteração da escala.
TEC./SONORA: Paulo Sergio Costa Pinto Cavalcante, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB)
“Mais do que discutir a redução de jornada em si, o ponto central aqui que a gente tem que construir é uma solução equilibrada, com transição adequada, diferenciação setorial, isso é muito importante, em respeito às negociações coletivas.”
LOC.: Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a PEC deve ter a admissibilidade votada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) ainda em abril e seguirá para uma comissão especial, onde deve ter discussão aprofundada.
A PEC 8 de 2025, que já tramita na Câmara, foi apensada à PEC 221 de 2019, que aguarda parecer na CCJC.
Conforme a Agência Câmara de Notícias, o objetivo de Motta é votar a proposta no Plenário até o fim de maio.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, realizou, nesta terça-feira (14), uma mobilização para entregar cartas nominais a todos os deputados e senadores contra a redução da jornada de trabalho. No documento, a entidade solicita apoio para que o Congresso Nacional amplie o diálogo sobre os impactos da mudança na economia e para que o tema não seja votado em ano eleitoral.
Na carta, o presidente da CNI, Ricardo Alban, manifesta preocupação com a possibilidade de o Congresso aprovar, em regime de urgência, propostas que alterem a jornada de trabalho. Segundo ele, uma eventual redução da escala terá impacto direto na competitividade do país, nos empregos formais e na produtividade das empresas brasileiras.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“A conquista, para ser verdadeira, tem que ser sustentável. Nós temos toda uma discussão que precisa ser amadurecida e não precisa ser feita de forma açodada em ano eleitoral, quando as decisões não vão ser racionais, prudentes e sustentáveis.”
LOC.: Segundo Alban, a indústria reconhece a importância do aperfeiçoamento das relações de trabalho, mas entende que mudanças dessa dimensão não devem ocorrer sem análise técnica consistente, transição adequada e ganhos reais de produtividade.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“A história recente contemporânea da relação capital-trabalho sempre foi feita de uma transição entre a melhoria das condições de trabalho e a redução de uma possível jornada de forma gradativa e com muito entendimento, sempre através de negociações. Nós queremos fazer isso. Mas tem que ser de forma sustentável. Nós precisamos aumentar a produtividade. Ninguém tem dúvidas de que produtividade é que determina as melhores condições de trabalho.”
LOC.: Na carta, a CNI apresenta estudos recentes sobre o impacto econômico da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com manutenção dos salários. Segundo as projeções, os custos com empregados formais podem aumentar em até 267 bilhões de reais por ano para as empresas. Os efeitos tendem a ser mais severos para empresas de menor porte, que possuem menor capacidade de absorver o aumento dos custos.
A carta foi entregue junto a um manifesto assinado pela CNI e por mais de 800 instituições da indústria, incluindo 27 federações estaduais, 98 associações setoriais e 741 sindicatos industriais.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Mais da metade dos municípios brasileiros apresenta baixos níveis de transparência na gestão de obras públicas. É o que revela um levantamento divulgado em 2025 pelo Índice de Transparência e Governança Pública.
De acordo com o estudo, cerca de SESSENTA E CINCO POR CENTO das cidades avaliadas ficaram nas piores faixas do indicador. A média geral foi de apenas TRINTA E DOIS VÍRGULA NOVE pontos, em uma escala que vai até CEM — um desempenho considerado ruim.
O dado mais preocupante é que aproximadamente um em cada quatro municípios não divulga nenhuma informação sobre obras em seus canais oficiais. Isso dificulta o acompanhamento por parte da população e aumenta o risco de falhas no uso de recursos públicos.
O levantamento analisou TREZENTOS E VINTE E NOVE cidades de diferentes regiões do país e apontou também uma grande desigualdade entre os resultados. Enquanto municípios do Espírito Santo alcançaram níveis considerados bons de transparência, com média acima de SETENTA pontos, cidades do interior de estados como São Paulo e Piauí tiveram desempenho classificado como péssimo.
Outro problema identificado está na falta de divulgação de informações ambientais e de participação popular. Menos de DEZESSETE POR CENTO dos municípios publicam estudos de impacto ambiental ou dados sobre audiências públicas relacionadas às obras. Na prática, isso limita o envolvimento da sociedade nas decisões e no acompanhamento dos projetos.
Nos estados, o cenário também preocupa. Apenas cinco unidades da federação disponibilizam informações completas sobre a execução financeira de obras públicas.
Apesar das dificuldades, o estudo destaca que existem caminhos possíveis. Algumas cidades de pequeno e médio porte conseguiram bons resultados ao adotar plataformas compartilhadas, como sistemas oferecidos por tribunais de contas. Essas iniciativas mostram que soluções simples podem ampliar o acesso à informação.
O índice avalia mais de CEM critérios, incluindo dados abertos, integridade e participação social. O objetivo é incentivar a transparência e melhorar a gestão pública.
Mesmo assim, os resultados de 2025 indicam que o país ainda enfrenta desafios importantes para garantir mais clareza na aplicação dos recursos e fortalecer o controle sobre obras públicas.
Reportagem, Marquezan Araújo
LOC.: O número de brasileiros com 60 anos ou mais aptos a votar superou os 36 milhões em 2026. Segundo levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, feito a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral, o total de votantes na faixa etária cresceu 74% em relação a 2010, enquanto o eleitorado geral aumentou 15% no período.
Com esse crescimento, o grupo pode chegar a quase um em cada quatro votos nas eleições deste ano. A proporção é praticamente o dobro da fatia de jovens de 16 a 24 anos.
O peso desse eleitorado é especialmente relevante nas regiões Sul e Sudeste, onde a população é mais envelhecida. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo – quatro dos cinco maiores colégios eleitorais do país –, concentram as maiores proporções de eleitores 60+, com mais de 24% do eleitorado em todos esses estados.
Participação que também se reflete nas urnas. Ainda de acordo com o levantamento, mais de 70 mil candidatos nas eleições municipais de 2024 tinham idade acima dos 60 anos, o que representou 15% do total de políticos, a maior representação da história.
Além de mais numeroso, o eleitor mais velho também tem se mostrado mais engajado. A taxa de abstenção entre a população com idade acima dos 60 anos caiu nas últimas eleições, enquanto a média geral do eleitorado apresentou leve alta.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC.: Prever as condições climáticas é essencial para assegurar o correto manejo e planejamento das lavouras no país. Nesse contexto, o novo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, visitou, nesta segunda-feira, a sede do Instituto Nacional de Meteorologia, em Brasília, para conhecer a estrutura operacional do órgão e discutir a ampliação da rede de monitoramento climático.
No local, foi apresentada a estrutura do instituto, incluindo o Centro de Previsão Meteorológica, a área de processamento de dados e as instalações que passaram por reforma para modernização.
O processo de ampliação da rede de monitoramento foi um dos principais temas apresentados durante a reunião, com destaque para as aberturas de 54 estações no Rio Grande do Sul em apenas um ano, e as 27 unidades recém-inauguradas em Mato Grosso.
Outro destaque foram as ações em andamento, como o projeto de implantação de 220 novas estações voltadas ao monitoramento nas bacias dos rios São Francisco e Parnaíba, para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, garantir maior segurança energética e apoiar a gestão eficiente dos recursos hídricos.
Ao final da visita, o ministro de Paula ressaltou a importância estratégica do Inmet para o desenvolvimento do agro brasileiro e os investimentos realizados na modernização do instituto.
TEC./SONORA: André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária
“Não dá para fazer uma agricultura de sucesso se você não tem a questão climática presente nas suas preocupações. E tudo que eu vi aqui dá conta do enorme investimento que foi feito nos últimos três anos.”
LOC.: O diretor do Inmet, Carlos Alberto Jurgielewicz, celebrou os investimentos recentes e a nomeação de novos servidores para melhorar ainda mais os serviços do órgão.
TEC./SONORA: Carlos Alberto Jurgielewicz, diretor do Inmet
“Já temos hoje 85% de assertividade na nossa previsão meteorológica e, com a chegada dos novos concursados, nós conseguiremos aumentar essa efetividade, fazendo com que a gente possa entregar para o Brasil a melhor meteorologia com a melhor assertividade.”
LOC.: Com 116 anos de atuação, o Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, é a referência nacional no monitoramento do tempo e do clima para emissão diária de previsões, avisos de tempo severo e boletins agroclimatológicos, serviços estratégicos para a agropecuária brasileira e para a sociedade. Atualmente, o instituto conta com cerca de 700 estações meteorológicas, além de uma rede parceira que reúne cerca de 10 mil estações cadastradas.
Reportagem, Álvaro Couto.
LOC: A Defesa Civil Nacional reconheceu, nesta terça-feira, 14 de abril, a situação de emergência em 22 cidades afetadas por desastres.
Estão na lista municípios dos estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Para conferir a lista completa, acesse mdr.gov.br.
Com o reconhecimento federal, as prefeituras já podem solicitar recursos para ações de defesa civil, como distribuição de cestas básicas, água potável e kits de higiene.
A diretora do Departamento de Articulação e Gestão da Defesa Civil Nacional, Juliana Moretti, explica como os recursos podem ser aplicados.
TEC./SONORA: JULIANA MORETTI
“Os recursos da Defesa Civil podem ser empregados em três frentes: ações emergenciais para socorro e assistência às vítimas de desastres, como por exemplo o fornecimento de kits de alimentos, de higiene e apoio logístico; - restabelecimento de serviços essenciais, como abastecimento de água e a desobstrução de vias; e por fim, na recuperação de áreas afetadas por desastres como por exemplo as ações para a reconstrução de infraestruturas públicas e residenciais atingidas.”
LOC: Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em proteção e Defesa Civil, acesse mdr.gov.br.
Reportagem, Thamy Carvalho
LOC.: O preço do boi gordo abre esta quarta-feira (15) em alta de 0,23%. A arroba é negociada a R$ 367,05, no estado de São Paulo.
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,34, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,36.
A carcaça suína especial também volta a apontar desvalorização de 2,73% no preço, sendo negociada a R$ 8,90 por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
O preço do suíno vivo registra desvalorização de 3,09% em Minas Gerais, de 2,32% no Paraná, de 0,88% no Rio Grande do Sul, de 3,01% em Santa Catarina e de 0,34% em São Paulo. As mercadorias variam entre R$ 5,47 e R$ 5,81.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.
LOC.: O preço do café arábica abre esta quarta-feira (15) em baixa de 0,36%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.814,65 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve alta de 2,37% no preço, sendo comercializado a R$ 899,64.
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve desvalorização de 1,90% e é cotada a R$ 101,50.
Em Santos (SP), a mercadoria teve valorização de 3,42%, sendo negociada a R$ 101,74 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 67,73, após desvalorização de 1,53%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.